Extraction and characterization of lipids from Sarcocornia ambigua meal: a halophyte biomass produced with shrimp farm effluent irrigation

Costa, César Serra Bonifácio; Vicenti, Juliano Rosa de Menezes; Villarreyes, Joaquín Ariel Morón; Barbosa, Sergiane Caldas; Cardoso, Liziane Vaz; Freitas, Ricardo Franco; D'Oca, Marcelo Gonçalves Montes

Abstract:

 
Sarcocornia ambigua is a perennial glasswort, native of South America and a potential new seed-oil crop and forage for direct irrigation with salt water. Small seeds develop inside fertile segments of its cylindrical leafless shoots and, at the harvest, seeds are typically mixed with remnant cellulose material difficult to separate. This work evaluated different extraction methods and the composition of total esterified fatty acids in a meal of ground fertile shoots of S. ambigua, seeking for an alternative primary matter and larger yield of total lipids. The highest lipid yield was obtained with a chloroform:methanol mixture (2:1)(v/v) (5.2% of dry weight). The most abundant polyunsaturated fatty acids in the meal were linoleic acid (C18:2; 21.4%) and oleic acid (C18:1; 18.3%). Fifty six percent of the lipids in S. ambigua meal were saturated and palmitic acid (C16:0) was the main fraction (19.8%). Long-chain fatty acids (≥ C20) represented 29.5% of the lipids. Most abundant long-chain fatty acids were behenic acid (C22:0; 7.1%), lignoceric acid (C24:0; 5.3%) and montanic acid (C28:0; 4.0%). The percentage of saturated lipids in S. ambigua meal was higher than that of vegetable oils with a MUFA nutritional profile and some of these lipids have known bioactive properties
 
Sarcocornia ambigua é uma planta herbácea perene, nativa da América do Sul e uma nova oleaginosa com potencial para forrageira, cultivada por irrigação direta com água salgada. Suas pequenas sementes se desenvolvem dentro dos segmentos do seu caule cilíndrico sem folhas e, durante a colheita, as sementes se misturam com o material celulósico remanescente de difícil separação. Este trabalho avalia diferentes métodos de extração e a composição dos ácidos graxos esterificados na farinha de caules férteis de S. ambigua, visando uma matéria-prima alternativa e um maior rendimento lipídico. Um maior rendimento lipídico foi obtido utilizando uma mistura (2:1)(v/v) de clorofórmio e metanol (5,2% da massa seca). Os ácidos graxos poli-insaturados mais abundantes na farinha foram o ácido linoleico (C18:2; 21,4%) e o ácido oleico (C18:1; 18,3%). Cinquenta e seis porcento dos lipídios da farinha de S. ambigua foram saturados e o ácido palmítico (C16:0) foi a principal fração (19,8%). Os ácidos graxos de cadeias longas (≥ C20) representaram 29,5% dos lipídios da farinha. Os ácidos graxos de cadeias longas mais abundantes foram o ácido behênico (C22:0; 7,1%), lignocérico (C24:0; 5,3%) e o ácido montânico (C28:0; 4,0%). A porcentagem de lipídios saturados na farinha de S. ambigua é significativamente maior do que os óleos comerciais com perfil nutricional MUFA e alguns dos lipídios encontrados possuem propriedades bioativas reconhecidas
 

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