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dc.contributor.advisor Gomes, Giovana Calcagno
dc.contributor.author Mota, Marina Soares
dc.date.accessioned 2016-08-15T22:43:34Z
dc.date.available 2016-08-15T22:43:34Z
dc.date.issued 2014
dc.identifier.citation MOTA, Marina Soares. O processo de transição da pessoa estomizada da dependência de cuidado para o autocuidado: subsídios à enfermagem. 2014. 105 f. Dissertação (Escola de Enfermagem) Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2014. pt_BR
dc.identifier.uri http://repositorio.furg.br/handle/1/6333
dc.description.abstract Objetivou-se conhecer como a pessoa com estomia vivência o processo de transição da dependência de cuidados ao autocuidado à luz da Teoria das Transições de Meleis. Pesquisa exploratória, descritiva com abordagem qualitativa no Serviço de Estomaterapia do Hospital Universitário Dr Miguel Riet Corrêa Jr do Rio Grande/ RS/ Brasil com 27 pessoas com estomias definitivas por câncer. Os dados foram coletados nos mês de janeiro e fevereiro de 2014 por meio de entrevista com roteiro semiestruturado e submetidos à Análise de Conteúdo apoiada nas ideias da Teoria das Transições de Afaf I. Meleis. Constatou-se que a natureza da transição situou-se no processo tipo saúde/doença. A entrada no processo de transição deu-se a partir da consciência desencadeada pelo diagnóstico de câncer, reforçado pela cirurgia de estomização. O empenhamento surge ao dedicarem-se a construção do conhecimento para o autocuidado frente às mudanças na sua vida e na sua nova relação com seu corpo, mudando a visão de si, do mundo e dos outros. Destacou-se o espaço temporal como algo dinâmico e variavelmente indeterminável, sendo fundamental para que se organizem e reflitam acerca do seu novo viver, fortalecendo-se para que a transição progrida. Verificaram-se como fatores facilitadores do autocuidado a construção de um significado positivo à estomização, o preparo dessa experiência ainda no pré-operatório, a estabilidade emocional, a fé e a religiosidade e a sensação de normalidade adquirida a partir de uma imagem próxima da anterior. Referiram-se, ainda, ao fornecimento de forma gratuita pelo governo das bolsas coletoras, adjuvantes e acessórios e ao atendimento da equipe multiprofissional. Como fatores inibidores do processo de transição encontraram-se a visão distorcida de seu corpo, o despreparo para viver com a estomia, a instabilidade emocional, a desmotivação com afastamento de atividades prazerosas, o cuidado excessivo e/ou estendido e até mesmo a superproteção da família, as complicações como hérnias e prolapsos, a falta de atitudes positivas quanto à vida, a negação da bolsa coletora, as tentativas frustradas de omitir o uso da bolsa coletora, a falta do domínio do manuseio dos equipamentos, o afastamento do trabalho e as dificuldades financeiras. Além destas, o abandono do parceiro, atitudes negativas e estigmatizantes por parte da família e a baixa qualidade dos materiais fornecidos pelo governo. Como indicadores de resultados identificaram-se a confiança para realizar atividades anteriores, aceitação de sua situação, uma visão positiva de sua vida e da capacidade de compartilhar o seu cuidado com sua família. Considera-se a saída da transição quando este for capaz de dominar novas competências tanto para o cuidado físico ao realizar a troca da bolsa coletora quanto readequando sua imagem e autoconceito. Concluiu-se que o processo de transição da dependência de cuidados ao autocuidado da pessoa com estomia é complexo e carregado de subjetividades. É necessário que o enfermeiro estabeleça ações terapêuticas de enfermagem eficazes e eficientes, contribuindo para a promoção e reabilitação da saúde deste, auxiliando-o na aquisição de sua autonomia e independência, subsidiando seu autocuidado e bem-estar. pt_BR
dc.description.abstract The objective was to know how a person with an ostomy lives the transition process from being cared by others to being self-cared in light of the Theory of transitions of Meleis. Exploratory research, descriptive with a qualitative approach in the Stomatherapy Service of the University Hospital Dr. Miguel Riet Corrêa Jr, in Rio Grande, Brazil conducted with 27 people with definitive ostomies caused by cancer. The data was collected in January and February of 2014, through an interview with a semi-structured script and were submitted to content analysis based in the ideas of the theory of transitions by Afaf I. Meleis. It was observed that the nature of the transition stood in the process type health/illness. The beginning of the transition process comes from the awareness of the cancer diagnosis, reinforced by the stomization surgery. The effort shows in the dedication demonstrated by the pacients in learning how to selfcare facing the changes in their lives and in their new relation with their bodies, changing their way of seeing themselves, the world and others. Time has stood out as something dynamic and variably not determined, being fundamental so that the pacients could organize and consider their new way of life, strengthening themselves in order for the transitions to advance. It was shown as facilitating factors of self-care the construction of a positive meaning towards the stomization, the preparation for this experience before the surgery, the emotional stability, faith and religiousness and the feeling of normality, a feeling built from an image of the self, closer to the one before the surgery. The free supply of collecting bags, adjuvants, accessories and the health care by a multi-professional team provided by the brazillian government was referred as well. As inhibiting factors to the transition process were found : a distorted view of the body, the unpreparedness to live with an ostomy, the emotional instability, the lack of motivation caused by the distance from joyous activities, the excessive and/or extended care and the overprotection by the family, the complications caused by hernias and prolapses, the lack of a positive attitude towards life, the denial of a collecting bag, the frustrated attempts of not using the collecting bag, the mishandling of equipment, the distance from work and the financial difficulties. In addition to these, being left by the spouse, negative and stigmatizing attitude by the family and the poor quality of the material supplied by the government. As result indicators, the confidence to perform previous activities , the acceptance of the situation, a positive view towards life and the ability of sharing the care with the family were identified. It is considered the end of the transition when the pacient is capable of perform new tasks relating to the physical care such as, changing the bags, as much as rearrange its own perception of self. It was concluded that the transition process of the person with na ostomy from being cared by others to being self-cared and full of subjectivities. It is necessary for the nurse to establish effective therapeutic actions in order to help with the reabilitation of the patient, helping them to become independent and autonomous relating to care and improving their well being. pt_BR
dc.description.abstract Este estudio tuvo como objetivo conocer cómo la persona con estoma experimenta el proceso de transición de la dependencia a la atención al autocontrol sob la Teoría de Transiciones de Meleis. Investigación exploratoria, descriptiva con enfoque cualitativo en el Departamento de Estomaterapia del Hospital Universitario Dr. Miguel Riet Correa Jr de Río Grande/RS/Brasil, con 27 personas con estomas permanentes por cáncer. Los datos han sido recolectados en enero y febrero de 2014 a través de entrevista con pauta semiestructurada y sometidos al análisis de contenido apoyado en las ideas de la Teoría de las Transiciones de Afaf I. Meleis. Se ha comprobado que la naturaleza de la transición se estableció en el proceso tipo salud/enfermedad. La entrada en el proceso de transición se ha logrado a partir de la conciencia provocada por el diagnóstico de cáncer reforzada por la cirugía de estoma. El compromiso se manifiesta al dedicarse a la construcción del conocimiento para el cuidado de sí mismo enfrente a los cambios de su vida y de su nueva relación con su cuerpo, cambiando el punto de vista de uno mismo, del mundo y de los demás. Se ha destacado el espacio temporal como algo dinámico, variablemente indeterminable, siendo básico para organizar y reflexionar acerca de su nueva vida, se haciendo fuerte para que la transición avance. Se han verificados como factores que facilitan el autocontrol la construcción de un significado positivo a la estoma, la preparación de esta experiencia incluso antes de la operación quirúrgica, la estabilidad emocional, la fe y la religiosidad y el sentido de la normalidad adquirida a partir de una imagen cerca de la anterior. También se han mencionó la provisión gratuita por el gobierno de bolsas de recogida, complementos y accesorios y la atención del equipo multidisciplinario. Como factores inhibidores del proceso de transición se han percibido la visión distorsionada de su cuerpo, sin preparación para vivir con estoma, la inestabilidad emocional, la falta de motivación con el alejamiento de actividades placenteras, la atención excesiva y / o prolongada e incluso el exceso de protección de la familia, las complicaciones como hernias y prolapsos, la falta de actitudes positivas hacia la vida, la negación de la bolsa de recolección, los intentos fallidos de omitir el uso de la bolsa de recolección, la falta de dominio del manejo de los equipos, el receso laboral y las dificultades financieras . Además de estos, el abandono de la pareja, actitudes negativas y separadoras por parte de la familia y la mala calidad de los materiales suministrados por el gobierno. Como indicadores de resultados se han identificado la confianza para realizar las actividades anteriores, la aceptación de su situación, una visión positiva de su vida y su capacidad de compartir su atención con su familia. Se considera la salida de transición cuando este fuera capaz de dominar nuevas habilidades, tanto para la atención física para llevar a cabo el intercambio de la bolsa de recogida cuanto la adaptación de su imagen y concepto de sí mismo. Se concluyó que la transición de la dependencia de atención autocontrol de las personas con estoma es compleja y cargada de subjetividad. Es necesario que el enfermero establezca acciones terapéuticas eficaces y eficientes de enfermería, contribuyendo para la promoción y rehabilitación de la salud de este, ayudándolo en la adquisición de su autonomía e independencia, apoyando el autocontrol y bienestar. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.rights open access pt_BR
dc.subject Enfermagem pt_BR
dc.subject Estomia pt_BR
dc.subject Autocuidado pt_BR
dc.subject Teoria de Enfermagem pt_BR
dc.subject Nursing pt_BR
dc.subject Ostemy pt_BR
dc.subject Self-care pt_BR
dc.subject Nursing Theory pt_BR
dc.subject Enfermería pt_BR
dc.subject Estoma pt_BR
dc.subject Autocontrol pt_BR
dc.subject Teoria de Enfermería pt_BR
dc.title Processo de transição da pessoa estomizada da depêndencia de cuidado ao autocuidado: subsídios à enfermagem pt_BR
dc.title.alternative The transition processo of the person with an ostomy, from being cared by other to being self-cared: resources to nursing pt_BR
dc.title.alternative El proceso de transición de la persona con estoma dependiente de atención por el autocontrol: subsidios a la enfermería pt_BR
dc.type masterThesis pt_BR


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